E o terceiro país da Volta ao Mundo foi a Nova Zelândia!

Começámos por Queenstown e seguimos, numa road trip, pela ilha sul até Christchurch de onde voámos para Auckland.

Nova Zelândia

Nova Zelândia, ou Aotearoa, a terra da longa nuvem branca no idioma Māori, a população indígena da Nova Zelândia.

Este é o país antípoda de Portugal. Sim! Não é possível ir mais longe para quem parte daqui. Fica localizado no Pacífico Sul e, sendo três vezes maior em território, tem apenas metade da nossa população.

Com paisagens deslumbrantes é um paraíso para os amantes da natureza e dos desportos ao ar livre.

Muitas dessas experiências são possíveis de realizar por pessoas com mobilidade condicionada. Vale a pena conhecer a Makingtrax Foundation que trabalha com operadores, fornecendo equipamentos adaptados ​​e consultoria para que todos possam ter as melhores experiências. No site é possível aceder a um diretório com as empresas que prestam actividades acessíveis e escolher a que mais agrada.

Queenstown

Aterrámos em Queenstown, a cidade dos desportos radicais, e a aventura, para mim, começou logo à saída do avião. Nem consigo explicar exatamente em que estrutura desci do avião, mas foi literalmente debaixo de chuva. Pareceu-me uma espécie de elevador/plataforma onde só cabia eu e um funcionário do aeroporto. Coloquei o capuz do casaco para me proteger da chuva e nem consegui ver exactamente onde me enfiaram.

A minha cadeira esperava por mim, lá em baixo, toda molhada. Enfim, há experiências melhores!

Do aeroporto apanhámos o autocarro até ao centro da cidade já que parava mesmo perto do hostel onde íamos ficar.

Queenstown é a cidade mais popular da Nova Zelãndia e percebe-se porquê assim que chegamos. O enquadramento da cidade é lindíssimo, rodeada de montanhas e água. Esta foi a cidade mais bonita da viagem!

É muito procurada pelas experiências de natureza e desportos radicais, maioritariamente por pessoas mais jovens. Como já referi, existem muitas opções para pessoas com mobilidade condicionada.

O teleférico levou-nos ao pico Bob, a 480 metros acima do lago Wakatipu, que mete respeito só de olhar lá para cima, mas, depois de lá chegar, olhar para baixo é um deslumbre. A vista para a cidade, o lago, as montanhas The Remarkables e os picos Coronet, Cecil e Walter, proporcionam um cenário de tirar o fôlego.

Tirei fotos, fiz vídeos, mas há momentos e imagens que são impossíveis de passar e, mais difícil ainda, descrevê-los.

Passear pelo centro da cidade faz parte do roteiro.

É um centro pequeno, bonito e muito agradável, no entanto, é uma cidade muito virada para o turista. Tudo fecha muito cedo, ficando sem grande vida à noite, pelo menos na zona mais central.

Realmente, Queenstown, a cidade conhecida pelos desportos radicais, dá pontos em termos de beleza natural.

Alugámos um carro e saímos de Queenstown em direção a Christchurch.

Road trip pela ilha sul da Nova Zelândia

Já fiz muitas road trips e esta foi uma das mais bonitas, mas não tão impactante como a da Islândia, a minha preferida.

A ilha do Sul da Nova Zelândia oferece paisagens estrondosas, que a tornam única, e percorrê-la de carro, fazendo paragens, é a melhor forma de a conhecer.

A primeira paragem foi em Arrowtown, uma vila pitoresca e encantadora. Parece que andámos para trás no tempo, aos anos da exploração das minas de ouro, já que os edifícios mantêm a traça desses tempos.

Seguimos caminho rodeados de muito verde, muita água, cascatas, glaciares e outras terrinhas muito acolhedoras. Dormimos em duas delas, Hokitika e Hasst, em alojamentos acessíveis e adaptados, e nestas, como em todas as outras onde passámos, existiam casas de banho públicas adaptadas e relativamente limpas.

Os trilhos de acesso às cascatas a que fomos eram acessíveis para cadeiras de rodas, aliás, existem muitos que são possíveis de fazer em cadeira de rodas.

Hokitika

Christchurch

É uma cidade pacata, calma e bonita, onde, facilmente, nos cruzamos com arte. Foi abalada por dois grandes sismos em 2010 e 2011 que danificaram muito a cidade, principalmente no centro. Muitos edifícios tiveram que ser demolidos, após os sismos, e deram origem a uma construção mais moderna, mas discreta, onde a acessibilidade é ponto de ordem. A juntar a isso, o facto de ser uma cidade plana faz com que seja muito fácil andar para quem está em cadeira de rodas.

No centro, aquilo que vi foi uma cidade despida de pessoas, pois acho que se veem mais turistas do que habitantes sendo que ao final da tarde está praticamente vazio, sem vida e tristonho.

Mas não deixa de ser agradável e acolhedora. Senti-me bem!

E daqui, seguimos de avião para a última cidade que visitámos na Nova Zelândia, Auckland.

Christchurch

Auckland

Não sei se não lhe dei tempo suficiente e, por isso, não encantou ou se é mesmo uma cidade pouco atractiva. Estive pouco tempo e praticamente apenas no centro.

Encontrei poucos pontos de interesse, muitas obras, muitos sem abrigo e pouca harmonia e alegria.

Como não ficámos muito tempo não deu para explorar as redondezas que oferecem alternativas mais agradáveis em termos de beleza natural.

Auckland é uma cidade com muitas inclinações e não muito fácil para quem anda de cadeira de rodas manual. Os transportes estão adaptados e é uma boa opção para as deslocações.

Alojamento

À imagem da Austrália, na Nova Zelândia, as adaptações das casas de banho dos quartos de hotel são quase sempre iguais e isso é muito bom para quem precisa, uma vez que, assim já estamos preparados para o que vamos encontrar e as surpresas são muito poucas.

Estes foram os hotéis onde fiquei na Nova Zelândia e apenas um deles não estava bem em termos de adaptação de casa de banho:

  • Queentown: LyLo Queenstown. Hostel com um cheiro intenso a comida, quarto sem ar condicionado, com um ventilador. Em termos de adaptação estava razoável.
  • Hokitika : Stations Inn. Muito bem em termos de adaptação, quarto muito amplo, com cozinha e limpo.
  • Haast: Heartland Hotel Haast. Hotel de estrada, tinha um banco muito instável para tomar banho, serviu para uma noite;
  • Christchurch : Ibis Christchurch. Hotel com boa localização e bem adaptado.
  • Auckland: VR Queen Street Hotel & Suites. Quarto bem adaptado, com cozinha, mas com alcatifa (não era das piores!).

Durante a Volta ao Mundo o alarme do hotel tocou duas vezes. A primeira em Sydney, e soubemos que era falso alarme antes de sair do quarto, e a segunda foi em Auckland. Aqui, só deu tempo para apanhar a mala, os passaportes, vestir uma camisola e agarrar umas calças para vestir mais tarde. Dirigi-me às escadas por onde estava toda a gente a sair. O Fernando desceu para ver o que se passava e apareceu, logo de seguida, acompanhado por um Bombeiro. Era, mais uma vez, falso alarme.

Enquanto esperava, o vizinho do quarto do lado saiu muito preocupado em filmar o que se estava a passar, andou por ali com um sorriso na cara, olhou para mim e seguiu para baixo. As pessoas desciam, algumas perguntavam se precisava de alguma coisa e lá iam, mas houve um senhor que parou, perguntou se eu precisava de alguma coisa e não saiu dali enquanto o Fernando não chegou. Quando viu que estava tudo bem, foi-se embora e foi com dificuldade que o consegui chamar para lhe agradecer. Há pessoas e pessoas!

Queenstown

A volta ao mundo seguiu para um dos destinos de sonho desta viagem, a Polinésia Francesa.

JustGo!!

Mais detalhes da Volta ao Mundo no artigo: Volta ao mundo em 40 dias.

Ano da viagem: 2024

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