Desde que fui à Adega Mayor, em Campo Maior, que fiquei com curiosidade de conhecer o Centro de Ciência do Café, que fica no mesmo recinto, na Herdade das Argamassas, do Grupo Nabeiro.
E assim fiz! Adoro o Alentejo, principalmente no Outono, por isso aliei as duas coisas e ainda tive a sorte de apanhar um dia de sol lindíssimo, neste início de Novembro.
Aqui, podemos aprender sobre a origem, o tratamento, a torrefação, a comercialização e muito mais sobre o café. Tudo num espaço amplo, agradável e acessível a todos. Até as crianças tem lugar, porque não só a própria exposição é apelativa para os mais pequenos, como têm um espaço próprio dedicado para brincarem.



Toda a área é interactiva e dinâmica, pelo que se vai aprendendo, ao interagir com os vários expositores. Todos os sentidos são chamados, já que podemos tocar nos grãos de café, para perceber as diferenças entre eles, adivinhar cheiros, na mesa dos aromas, e até é preciso perícia para tentar navegar com as caravelas que transportavam o grão, pelos mares agitados de outrora.
Assim que entramos, dão-nos um cartão de que nos vai permitir activar alguns expositores. Depois, é ir seguindo as pegadas da mascote, o Mico Estrela, que nos conduzem ao longo da exposição, não há que enganar. O Mico simboliza o macaco, da espécie callithrix penicillata, que se encontra habitualmente nas plantações de café, no Brasil.
Começamos pela estufa, húmida, onde percebemos como nasce a planta, em que meio se desenvolve e a que doenças e pragas está sujeita.
Fiquei a saber que o Vietname é o segundo maior produtor de café, logo a seguir ao Brasil, o que não fazia ideia! Aprendi que há insectos bons e maus. Todos têm uma função ao longo do processo, tanto na polinização das plantas como na propagação de pragas. E estas foram, apenas, algumas das curiosidades que descobri.




É possível ver um grande espólio de objectos relacionados com o café e a sua evolução ao longo dos tempos, como máquinas, moinhos, chávenas, embalagens e tantos outros.
No piso de cima, percebemos o porquê da tradição do café em Portugal, como chegou ao Brasil e até a história do contrabando. Existe, ainda, uma biblioteca e uma sala de leitura com livros e revistas sobre o assunto.
Fotografia, cinema, jogos, tudo é usado para ajudar a aprender e a reter a informação que nos é apresentada ao longo de toda a exposição.
No final, como não podia deixar de ser, pudemos deliciar-nos com um café tirado como mandam as regras. Para isso, temos um Barista que, além de nos servir ainda vai explicando como tirar a bica perfeita e como a devemos apreciar. Soube mesmo bem e rematámos com um chocolate.
Para os mais curiosos, existe a CCC Barista Academy onde é possível aprender toda a arte de trabalhar a bebida.


Acessibilidades
Todo o espaço é acessível a quem se desloca em cadeira de rodas.
Existem rampas e elevadores ao longo de todo o percurso e casa de banho adaptada. O Centro dispõe, ainda, de uma cadeira de rodas para quem precise.
Não há áudio-guias, no Centro, e não está preparado para pessoas com deficiência visual. No entanto, há disponibilidade de um guia para acompanhar quem necessite.
À chegada, existem dois lugares de estacionamento dedicados a quem tem mobilidade condicionada. O valor do meu bilhete foi reduzido.
Valeu muito a pena! Aconselho que vão com tempo, pois para ver tudo, com atenção, pode demorar cerca de duas horas.
JustGo!!
Para mais informações consultar: Centro de Ciência do Café
Data da visita: Novembro de 2024
