Continuando a nossa Volta ao Mundo, agora pela Austrália, depois de Sydney, seguimos para uns dias em Brisbane e uma road trip por Byron Bay e Gold Coast.

Brisbane foi uma boa surpresa! No início, não gostámos muito, mas, à medida que fomos explorando, fomos descobrindo uma cidade cosmopolita, moderna e descontraída. Ao mesmo tempo, com muito charme e muito glamour. Tem uma energia contagiante, que convida a aproveitar a rua, principalmente à volta do rio, tanto para o desporto como para o convívio.

Brisbane

Chegar a uma cidade e sair à descoberta é uma das coisas que me dá muito prazer. Por vezes, encanto-me logo à primeira e em outras leva o seu tempo. Foi o que aconteceu em Brisbane. Gostei muito!

O Rio Brisbane é uma referência e a cidade vive à sua volta. Apanhar o barco e percorrê-lo dá-nos uma visão muito bonita da cidade e sugiro fazê-lo ao entardecer, como fizemos, saindo em Fortitude Valley. Além de se poder apreciar a Story Bridge, nada como aproveitar o bom ambiente nos bares e restaurantes por baixo da ponte. É, sem dúvida, o spot mais fantástico da cidade!

Existe um serviço de taxi barcos, gratuito e acessível, o CityCat, dirigido aos turistas.

Num dos dias, atravessámos a ponte a pé e completámos o caminho, ao lado do rio, pela Promenade The Clifs Boardwalk até South Bank, no lado Sul da cidade.

South Bank é uma área de cultura e lazer, com muitos museus, galerias, restaurantes e até uma praia artificial, muito frequentada pela população local. Não consegui perceber se era acessível, pois não vi cadeira anfíbia, embora uma das piscinas tivesse rampa para entrar na água. Sinceramente, não explorei, já que só passámos por lá.

Aqui, encontramos um complexo cultural, com programa para todos os gostos, composto pela Galeria de Arte de Queensland, a Galeria de Arte Moderna, a Biblioteca Estadual de Queensland, o Museu de Queensland, e o Queensland Performing Arts Centre. O melhor é reservar algum tempo para visitar alguns deles ou aproveitar para dar um passeio no Rainforest Walk e visitar o pagode da paz, uma réplica do Templo Pashupatinath em Kathmandu, criado para a World Expo 88 em nome do Reino do Nepal. 

Um pouco mais para dentro, fica Fish Lane, uma área de renovação urbana, muito movimentada com bares, restaurantes, cafés, street art, galerias, música e eventos. Nós fomos de dia, mas é à noite que aumenta o movimento nas ruas. Para os amantes de gelados, como eu, os Gelados Messsina, que ficam na Melbourne St., são maravilhosos e imperdíveis.  Valeu-nos a dica de uma amiga que sabe das coisas!

De volta ao outro lado do rio, demos um passeio pelo Jardim Botânico, mesmo no centro da cidade, e fizemo-lo ao final da tarde com o céu matizado de rosa que nos deixou rendidos.

As ruas Ann street, George street, Albert street são as ruas mais centrais com muito comércio, mas, para quem gosta de compras mais luxuosas, há que visitar o James street market, em Fortitude Valley, e percorrer as ruas James street e Brunswick street.

Brisbane é a terceira maior cidade da Austrália. É uma cidade desafogada, sem grandes confusões e onde é agradável andar. Infelizmente, vimos muitas pessoas a viver na rua, sendo uma realidade que também encontrámos em Sydney.

Byron Bay e Gold Coast

Saímos por dois dias para percorrer a costa e fomos até até Byron Bay, voltando depois para Gold Coast onde ficámos uma noite.

Mas antes, mesmo à saída de Brisbane, parámos no Santuário Lone Pine Koala para ver os Koalas e Cangurus, além de outros animais australianos. Gostei de os ver, mas não adorei o Santuário. Preferia tê-los visto livres, nas ruas, o que é possível, mas há que ir com quem sabe.

Byron Bay ofereceu-nos a Austrália descontraída, à beira-mar, praia cheia, muitos surfistas e música ao vivo. Ambiente muito cool!

Pelo que vimos e sentimos, tivemos pena de não ficar, pelo menos um dia, como tínhamos planeado. Mas, seguimos para Gold Coast, onde nos esperava uma amiga que nos recebeu calorosamente. Sabe tão bem encontrar amigos no outro lado do mundo. Obrigada, Rita!

À imagem de Byron Bay a Gold Coast é famosa, pelas suas praias a perder de vista.

Depois de uma noite com boa conversa e em excelente companhia, saímos de manha e fomos a pé até à praia. Apesar de ser outono e de alguma neblina matinal, o tempo estava ameno e havia alguns aventureiros na água, a maioria surfistas. Eu não consegui, mas o Fernando não resistiu e entrou. Estava boa!

O enquadramento estava fantástico e deu para umas belas fotos apanhando a costa e a cidade em fundo.

Voltámos para Brisbane, nesse dia. Realmente, a mudança de planos, a meio da viagem, não foi gerida da melhor maneira e acabámos por aproveitar muito pouco da road trip. Mas viajar é mesmo isto, nem sempre corre tudo na perfeição.

Justo_Gold_Coast
Gold Coast
justo_Byron_Bay
Byron Bay

Barco do Amor

Há pessoas com quem nos cruzamos que, num breve instante, entram e saem da nossa vida, mas deixam qualquer coisa. Não é preciso ser algo grandioso ou uma grande lição. Deixam apenas momentos. São como uma brisa, histórias breves, vidas que tocam a nossa de forma única. As viagens são cheias destas pequenas conexões, e isso é muito bom!

Encontrámo-nos, na mesma carruagem do comboio a caminho do aeroporto de Sydney. Íamos apanhar o avião para Brisbane e trocámos as primeiras palavras casuais no elevador, ao chegar ao aeroporto. Depois, não nos vimos mais até aterrarmos em Sydney e não sei se viajámos no mesmo avião, mas é provável que sim. Saímos do aeroporto, apanhámos outro comboio em direção ao centro da cidade e, para nosso espanto — e deles —, voltámos a encontrá-los na carruagem, já instalados e prontos para partir. Rimos todos, e, claro, começámos a partilhar “vidas”.

Eram de Brisbane e tinham acabado de fazer um cruzeiro. Adoravam viajar, já conheciam muito mundo e deviam ter por volta de sessenta e muitos, setenta anos. Tínhamos alguns destinos em comum: já tinham estado em Lisboa, e a lua de mel deles, como a nossa, tinha sido no Havaii. Deram-nos algumas dicas da cidade e um cartão de visita, dizendo que, se precisássemos de alguma coisa ou passássemos perto de casa deles, para os contactar.

 O cartão era uma relíquia, provavelmente o mesmo há quarenta anos, que, infelizmente, acabámos por o perder — acho que ficou no hotel.

Tanto a imagem deles, como o próprio cartão, os denunciaram: eram dignos passageiros do Love Boat! Que delícia de casal!

Acessibilidade

Em relação à acessibilidade, em Brisbane, não fosse a inclinação do terreno seria muito fácil andar pelas ruas, já que o piso é liso e os passeios estão rebaixados.

Alojamento em Brisbane

Ficámos no Ibis Styles Brisbane Elizabeth Street que estava muito bem em termos de adaptações, tanto o quarto, como a casa de banho. Duas das paredes do quarto eram em vidro pelo que a vista do quarto era fenomenal.

E seguimos viagem rumo à Nova Zelândia.

JustGo!!

Mais detalhes da Volta ao Mundo no artigo: Volta ao mundo em 40 dias.

Ano da viagem: 2024

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